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Terça-feira, 17 de Julho de 2007

Um fantasma chamado Matemática

Todos os anos, após a saída das classificações dos exames nacionais, o dilema é o mesmo: qual a explicação para os maus resultados a Matemática? Ninguém encontra respostas concretas a esta questão, mas a meu ver, como estudante de secundário, talvez a motivação seja um dos principais problemas para que o insucesso escolar aumente de ano para ano.
Os erros não estão só na Matemática, mas é aqui que os resultados negativos são mais significativos tendo em conta o medo que os alunos têm dos números. Alguns dos meus colegas talvez não gostem do que aqui vou escrever, mas acho que razão não me falta ao afirmar que o insucesso nas escolas é culpa dos alunos, dos professores e do Governo.
Apesar de ter 16 anos e de andar na onda da música moderna, por vezes também oiço música clássica. Sempre conhecida por despertar sentimentos a quem a ouve, a música clássica não teria esse efeito caso a orquestra não estivesse em plena sintonia. É desta sintonia que resulta uma melodia perfeita e digna de ser escutada por quem quer que seja.
O que acontece na educação é precisamente o oposto. Os elementos da “orquestra” não estão em sintonia e cada um toca a melodia que mais lhe convém gerando confusões e falta de vontade por parte de todos.
No último período do meu 10º ano, foi-me dado a ler “Diário”, a tão famosa obra de Sebastião da Gama. Embora não tenha feito uma leitura tão interessada quanto esperava, consegui ficar com a mensagem essencial do livro.
O autor adorava ser professor, nada lhe dava mais gosto que ensinar e aprender. O grande objectivo de Sebastião da Gama era fazer com que os seus alunos também gostassem de aprender e de ensinar coisas que o professor não sabia. A fórmula do sucesso deste homem estaria em “levar os alunos a pensar que lá fora não é melhor” que dentro da sala de aula.
Nos tempos de hoje já não há muitos professores como Sebastião da Gama e é triste estar entre quatro paredes, olhar em volta e ver que nem o professor, nem os alunos estão minimamente felizes por estarem ali à procura do conhecimento.
Infelizmente, e mesmo tendo bons resultados, não sou excepção a esta maré de desmotivação que afecta todas as salas do país e por isso gostava que alguma coisa fosse feita: alunos, professores e Governo têm de motivar e ser motivados. É obrigatório que todos estes elementos “toquem as mesmas notas”!
Isto não resolve os problemas da educação? Talvez não, mas é um princípio para evitar que o “insucesso escolar em Matemática seja nefasto para o crescimento”.
Publicado por Bruno Anacleto às 16:04

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1 comentário:
De catita a 21 de Julho de 2007 às 15:02
tens toda a razão Bruno, eu estudei 18 anos (??? bolas, estou velha) e conto pelos dedos de uma mão os professores que realmente gostei. Um bom professor é meio caminho andado para termos interesse na matéria e na disciplina, um bom professor além de nos ensinar faz-nos abrir os olhos para o mundo, desperta-nos a curiosidade para coisas novas. Os professores são muito importantes na nossa formação como seres humanos e de facto é triste ver a desmotivação que reina. Eu também sou dos que não gosta de matemática, mas em compensação houve professores que me fizeram descobrir a história, a literatura, etc de um modo que me marcou para sempre. beijinhos

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