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Quarta-feira, 18 de Julho de 2007

IVA a 25? Não, obrigado!

Fui habituado a tratar das minhas contas quando tinha apenas 5 anos. Não sou o tipo de pessoa que vive a receber prendinhas dos pais sempre que quero satisfazer algum dos meus caprichos, e por isso estou constantemente atento a notícias relacionadas com economia e ontem deparei-me com esta:
Um estudo de dois economistas veio mostrar que a reforma da segurança social não é suficiente para garantir a sua sustentabilidade e, dão como possível solução o aumento do IVA em pelo menos 4 por cento tal como acontece em alguns países nórdicos.
A opinião destes dois senhores já foi certamente estudada pelo Governo e por mais que me digam que os impostos não vão subir sei que no horizonte não se esconde um futuro tão bom quanto poderíamos esperar. Ao que parece, a actual reforma “é claramente insuficiente porque é menos violenta”.
Depois de “analisada” a notícia, comentei com um familiar, experiente em assuntos como este, o que está de errado aqui. Lembro-me de assistir a pelo menos dois aumentos na taxa de IVA e nenhum deles teve um efeito positivo, o dinheiro acaba sempre por faltar, o que me leva a pensar: serão os portugueses a pagar pouco ao Estado, ou será que o Estado tem graves problemas de gestão? A segunda hipótese pareceu-nos a mais lógica…
Um novo aumento do IVA iria piorar a situação do país: mais empresas na falência, menos multinacionais interessadas em investir em Portugal, menos competitividade, mais desemprego, mais subsídios para os desempregados e, inevitavelmente, menos dinheiro na segurança social. Estas seriam algumas das consequências de tal medida…
Tal como acontece em qualquer empresa, ganha aquela que oferece os mesmos serviços por um orçamento mais acessível. Se olharmos Portugal como se de uma empresa se tratasse, então teríamos graves problemas em conseguir clientes, enquanto os vizinhos europeus ganhariam tudo.
O que me confunde é a forma como as coisas são expostas por ministros e economistas: “o povo português tem de poupar”, e o Estado não poupa? Quem sabe, se não existissem reformas chorudas para os senhores que passaram por elevados cargos públicos, talvez chegasse para todos…
Basear as nossas medidas em exemplos de qualquer outro país também me parece um erro. A nossa realidade é diferente da realidade dinamarquesa ou sueca e não podemos estar constantemente a copiar daqui e dali. O Governo e alguns economistas portugueses sofrem de uma falta de originalidade tremenda e não tentam encontrar alternativas àquilo que já foi feito. Se arriscar uma subida de 21 para 25 por cento na taxa de IVA é possível, que tal arriscar em algo diferente que não contrarie o povo deste país. Ao que parece, estes senhores não foram habituados a poupar em pequenos e agora não sabem o que fazer para resolver problemas como este.
Publicado por Bruno Anacleto às 16:29

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3 comentários:
De catita a 21 de Julho de 2007 às 15:07
pensa pela positiva, sempre temos a Espanha aqui pertinho!
De Jose a 31 de Julho de 2007 às 00:36
Despues de la polemica anterior por lo de Saramago me ha hecho mucha gracia lo de que España esta cerca jejeje, es broma. La verdad es que un 25% de IVA es mucho, claro que en algunos paises tambien lo tendran, pero vamos, hay que comprar en todo los paises y no solo para lo "malo", los paises nordicos tienen una renta muy superior y por tanto los ciudadanos tienen mas recursos para hacer frente a ese IVA. La verdad es que yo creo que un problema de Portugal es su centralizacion, debería haber un proceso en el que se creen regiones que vayan teniendo autonomia y gestionen mejor los recursos, esta comprobado que eso es bueno economicamente.
De Bruno Anacleto a 31 de Julho de 2007 às 15:22
Es verdad Jose, en algunos casos nosotros somos los primeros para defender nuestro país pero en otros somos los primeros “a golpear abajo de él” y a apreciar a nuestro vecino, jeje…

Países como Noruega o Suecia tienen estructuras económicas y sociales mucho más evolucionadas que en Portugal. Portugal quiere evolucionar rápidamente, colocarse junto a las grandes potencias europeas, pero las personas no se entienden, se hacen proyectos inútiles y los necesarios llegan a costar el doble previsto, debido a errores humanos, que pasan por quien concibió los proyectos hasta quien los hay realizado.

Me gusta Portugal, de su Historia e de muchas otras cosas… Tal como en todos los países, aquí tiene ventajas y desventajas, pero temo que el futuro aquí no sea tan bueno como yo deseaba. ¿Estoy con 16 años, voy pasar cerca de 15 años (contando con universidad) estudiando y después de eso? ¿Será que voy conseguir empleo? ¿Podré tener una vida por cuenta propia? Todo es difícil... Me parece que en los días de hoy no solamente es necesario serse bueno, como también es preciso tener suerte... Hasta ahora suerte no me hay faltado y espero que no me falte en el futuro que deseaba que fose garantido en caso de no reinar el descontrole en el Gobierno.

Aquí en Portugal, algunas personas dicen:” ¡Los jóvenes de hoy son unos malucos, no tienen ideas para el futuro! ¿Cómo será nuestro país dentro de años?”. Realmente tienen una cierta razón en decir esto… pero no pueden olvidarse de que no fue mi generación a colocar Portugal en la situación donde ahora estamos.

Nos queda esperar mejores días y trabajar para garantir nuestro futuro y el futuro de los que vendrán después nosotros.

Saludos
Bruno Anacleto

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